Pixie Bob

14 de dezembro de 2010

Apresentamos o Scottish Fold, único gato com mutação de orelhas criado no nosso país, e o Pixie Bob de Pêlo Curto, cuja descendência de uma espécie selvagem permanece sem confirmação.

Quem acompanhou a série passada sobre gatos de pêlo longo, deve se lembrar dele. A variedade pêlo longo do Pixie Bob foi abordada no capítulo três. Agora é a vez da variedade de pêlo curto, a mais criada no mundo e também responsável pela origem da raça. Origem essa recente e não totalmente esclarecida. O Pixie Bob começou a ser desenvolvido em 1985, nos Estados Unidos, pela gatófila Carol Ann Brewer. Ela se entusiasmou com a aparência dos filhotes de uma ninhada supostamente fruto de uma fêmea doméstica sem raça definida e de um macho da espécie silvestre de pequeno porte nativa da América da Norte e conhecida por Red Coastal Bob Cat (Felis rufus). Adotou um macho. Tinha aspecto selvagem, cauda curta e polidactilia (mais dedos que o usual). Pouco mais tarde, adquiriu mais dois gatos com as mesmas características: uma fêmea e outro macho, sobre o qual também se atribui descendência direta do Red Coastal. Foi deste casal que em 1986 nasceu a fêmea batizada de Pixie (duende, em inglês), considerada a grande precursora da raça. Carol gostou tanto da gatinha, que reunia o ar de gato do mato ao temperamento especialmente dócil, que decidiu trabalhar na produção de uma nova raça felina chamada Pixie Bob. Deu certo.

Hoje, o Pixie Bob já obteve reconhecimento de organizações de peso internacional, como a The International Cat Association (Tica), 2a maior da gatofilia norte-americana. Também ganhou popularidade considerável em seu país de origem. É a 8a raça recordista em número anual de nascimentos registrados na entidade, totalizando, só em 2004, 401 filhotes, dos quais 310 de pelagem curta. Sua criação chegou a diversos países do mundo e continua se expandindo. “Cada vez recebo mais ligações de interessados das mais diferentes nações, o que é um claro sinal da popularização do Pixie Bob”, conta Carol. Ainda que poucos, há criadores no Canadá, Alemanha, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Rússia, Japão, Hong Kong e Brasil. Aqui, em solo verde-amarelo, a raça está nas mãos de uma única criadora, a bióloga Leonora Wolter, do gatil Soberano, de São Paulo, onde mantém quatro exemplares adultos.

SEM PROVAS

Passados 20 anos do início de seu desenvolvimento, contudo, não há comprovação sobre a participação do ancestral selvagem na raça. Até testes de DNA foram feitos em Pixie Bobs para rastrear eventuais genes do Red Coastal, mas não foram encontrados. Seja como for, o cruzamento entre os dois é biologicamente viável e as semelhanças entre eles existem: tanto a raça doméstica como a espécie silvestre ostentam cauda curta, expressão e tipo físico selvagens. A especulação sobre o assunto e o fascínio gerado pela possibilidade de a raça descender de um gato selvagem acabaram gerando anúncios em revistas estrangeiras oferecendo filhotes nascidos diretamente do acasalamento entre Pixie Bobs e Red Coastals. A criação séria não só questiona a veracidade dessas propagandas como é contra esse tipo de miscigenação. “Duvidamos que esses exemplares realmente venham de Red Coastals”, afirma Carol. “E, caso venham, consideramos uma prática cruel manter Red Coastals aprisionados para usá-los nos acasalamentos; além de tudo, a raça Pixie Bob está suficientemente desenvolvida e não precisa de sangue novo, o que poderia até prejudicar a qualidade já obtida”, explica.

Por qualidade obtida entendam-se tanto as características físicas já fixadas ao longo dos anos como também as temperamentais, a exemplo da desejada docilidade do Pixie Bob. E a fundadora da raça adverte: “Atualmente, é preciso atenção para adquirir um bom exemplar; embora sejam minoria, há criadores produzindo Pixie Bobs atípicos, que não apresentam os esperados olhos triangulares, as sobrancelhas pesadas e o queixo proeminente.”

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Persa

13 de dezembro de 2010

O Persa ideal deve aparentar um gato bem balanceado, com expressão doce e suave, estrutura óssea pesada, e pêlo muito cheio e denso, o que acentua a sua aparência arrendondada.

A pelagem do Persa é longa em todo o corpo, e muito cheia. De textura fina, lisa e cheia de vida.

É um gato elegante, compacto, bem balanceado e forte, que prefere estar no chão, e não tem entre suas especialidades a velocidade, ou a agilidade.

A cabeça é arredondada, com bom espaço entre as orelhas.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Oriental

12 de dezembro de 2010

Acompanhe os gatos da vez. O Oriental, desenvolvido na Europa e dono de um visual estilizado. E o Pêlo Curto Brasileiro, única raça felina do País reconhecida internacionalmente.

Se ele tivesse nascido cachorro, seria uma raça de galgo. Talvez um Greyhound ou um Whippet, com corpo enxuto, pernas longas e cintura bem definida. Assim é o Oriental, felino doméstico cuja aparência esguia não é superada pela de nenhum outro gato. “Ele é delgado e longilíneo, o que lhe confere um ar bastante sofisticado”, opina a criadora Glória Santos, do Rio de Janeiro, sócia do gatil RG Orientals. Junte-se a isso a cabeça triangular, o focinho reto, sem ângulo marcado com a testa, as orelhas grandes e os olhos amendoados. O resultado é o visual exótico e enigmático. “O Oriental parece uma esfinge”, define Leny Pfeifer, do gatil Suíara, de Santa Cruz do Sul, RS. O arremate da singular estrutura física da raça vem com a coloração dos olhos: em grande parte dos casos, verdes, mas às vezes azuis ou amarelos.

A busca pelo estilo diferenciado é a razão de existência do Oriental. Ele foi desenvolvido pela criação organizada na Europa, por volta dos 1950. Surgiu do desejo de alguns criadores de produzir gatos com o corpo alongado típico do Siamês oficial, mas que, diferentemente dele, apresentassem outras colorações que não a ponteada. Para tanto, promoveram acasalamentos entre Siameses e exemplares sem raça definida. Não demorou muito até que atingissem o objetivo. Hoje o Oriental apresenta dezenas de cores e marcações de pelagem. Seu batismo homenageia a região de origem de seu ancestral de raça: o Siamês nasceu no Oriente, precisamente no Sião, atual Tailândia.

BONITO OU ESQUISITO?

A aparência esbelta do Oriental, contudo, não é unanimidade. Sobretudo em países que, como o Brasil, não possuem uma gatofilia avançada. “Aqui o ideal de gato que prevalece é o mais roliço e encorpado como o Persa; por isso muita gente acha o Oriental esquisito”, observa Glória. Esse é um dos motivos pelo qual a criação da raça no nosso país é restrita. Embora o Oriental tenha sido introduzido em solo verde-amarelo há várias décadas – quem o trouxe foi o gatófilo francês Gerard Prunet, na década de 70 -, sua criação não ganhou força. Não existem dados oficiais no Brasil a respeito do número de criadores nem tampouco há divulgação sistemática da quantidade de exemplares nascidos de cada raça, mas a estimativa dos dirigentes nacionais do segmento é que haja apenas cinco ou seis criadores de Oriental na ativa. E os poucos que se dedicam a ele ainda encontram dificuldades para vender seus exemplares. “Em mais de 20 anos de criação, já tirei ao redor de cem ninhadas, mas a maioria dos filhotes foi doada”, conta Leny.” A criadora Glória, com 15 anos de criação e cerca de 50 ninhadas obtidas, vive a mesma experiência: “Só vendi a minoria dos filhotes, o resto acabei doando.”

Em centros de criação mais evoluída, a trajetória do Oriental é outra. A raça é popular e o sucesso dela se reflete nos rankings de exemplares nascidos das entidades felinas. Na Grã-Bretanha, berço mundial da criação organizada de gatos, a raça é a 10a em número anual de nascimentos. Em 2004, contabilizou 1.149 exemplares na britânica Governing Council of the Cat Fancy (GCCF). Nos Estados Unidos, onde se concentra a maior gatofilia do mundo, a raça também é apreciada por muitos. Na maior organização felina norte-americana, a Cat Fanciers’ Association (CFA), o Oriental registra de 800 a 900 nascimentos por ano e ocupa atualmente o posto de 9a raça em número anual de filhotes. “Aqui nos Estados Unidos o Oriental é muito conhecido e procurado”, comenta a criadora norte-americana Kathleen Abbott, vice-presidente do clube Orientals West, da Califórnia. “As pessoas geralmente gostam do tipo físico dele, e tenho notado um aumento no número de criadores e de exemplares em exposições de beleza”, acrescenta.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Norwegian Forest

11 de dezembro de 2010

Dono de uma aparência impactante, com ar selvagem, orelhas tufadas, cabeça triangular e perfil facial muito característico, é reto, sem ângulo marcando o encontro entre o focinho e a testa, o Norwegian Forest também se destaca por integrar o restrito grupo das raças felinas gigantes.

Os machos costumam pesar de 6 a 10 quilos. Isso falando dos não castrados (os “eunucos” geralmente superam essa medida) e dos exemplares de linhagens européias ou essencialmente influenciadas por elas, a maioria no mundo.

“Embora o padrão de quase todas as principais entidades do segmento não estabeleça o peso da raça, o Norwegian é um gato europeu que desde sua origem sobressaiu pelo tamanho avantajado”, explica o criador norueguês Kjell Jorgensen, diretor do órgão especializado na raça em seu país de origem, o Norwegian Forest Cat Circle, da Noruega.

“Daí o fato de a criação européia se empenhar em mantê-lo grande”, completa.

Já a criação americana dá menos importância ao tamanho do gato.

“Realmente, nos Estados Unidos a questão do porte não mobiliza tanto os criadores”, confirma o norte-americano Jack Edwards, que se dedica à raça há cinco anos.

“Aqui, os Norwegians machos de linhagens tipicamente americanas tendem a pesar mais ou menos o mesmo que um Persa, de 4 a 7 quilos”, acrescenta Edwards.

FORMAÇÃO

Desenvolvido naturalmente há séculos nas florestas norueguesas, esse gato era adotado pelos proprietários rurais graças à habilidade em caçar ratos.

Sua introdução na gatofilia oficial data de 1938, apenas quatro anos após o início da criação organizada na Noruega. Mas o reconhecimento internacional só veio em 1977, quando a principal entidade européia do segmento, a Fédération Internationale Féline (Fife), passou a incluí-lo no seu quadro de raças.

“A partir daí nosso gato nacional foi se espalhando pelo mundo”, conta Jorgensen.

“Os primeiros exemplares exportados foram para a Suécia e para os Estados Unidos, em 1979″, informa. Em 1983, a norte-americana The International Cat Association (Tica) passou a aceitar o Norwegian. Em 1987, foi a vez da maior de todas as entidades gatófilas do mundo: a Cat Fanciers’ Association (CFA), dos EUA, o admitiu.

Hoje, embora não esteja no topo da gatofilia, a raça vem se popularizando no mundo.

Em 2003, último ano com dados disponíveis, foi o 14 º gato mais registrado pela CFA, totalizando 681 exemplares. Na Tica, ficou em 6 º , com 491 filhotes nascidos.

Brasil

No nosso país, a chegada da raça é recente e sua criação, bastante restrita. Só há notícia de três criadores na ativa. Todos em fase inicial.

Apenas um já obteve procriação. Mesmo assim somente uma ninhada e composta por um único filhote.

Os primeiros exemplares oficialmente trazidos para cá chegaram em 2001. A responsável por sua introdução foi a gatófila Irany Araújo, do gatil Aristogatos, de Taquara, RS.

“Conheci a raça no cinema; um exemplar é coadjuvante de Sylvester Stallone no filme Os Assassinos”, lembra a criadora.

“Fiquei fascinada com a aparência e com o comportamento inteligente do gato; então decidi importar um casal dos Estados Unidos”, comenta.

Mais tarde, em 2003, Irany trouxe mais uma fêmea. Foi em seu gatil que nasceu a pioneira e até agora única ninhada nacional.

Além de Irany, também estão engajados na criação da raça a alemã radicada em São Paulo Ana Maria Echevarria, do gatil Miguel Arcanjo, e Marcelo Fernandes, do gatil Mapache, de São Paulo. Ana Maria importou sete exemplares da Espanha, todos em 2004.

“Nenhum deles atingiu a fase adulta, e cinco ainda estão bem pequenos, com 3 meses de idade”, conta ela que já encomendou mais cinco fêmeas da Suíça.

Quanto a Fernandes, só trouxe, por enquanto, um único macho, atualmente com 10 meses de vida, mas também já planeja a aquisição de uma fêmea alemã.

“Deve chegar até o fim do ano”, adianta.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Munchkin

10 de dezembro de 2010

Com suas exclusivas pernas curtas, o novíssimo Munchkin provoca bastante polêmica.

Esta raça novíssima está agitando o mundo dos apreciadores de felinos. Parece que saiu de uma caixinha de surpresas. É daqueles casos tão marcantes da natureza, que acaba sendo perpetuado por alguém. Afinal, trata-se do único gato que tem pernas curtas – cerca de um terço do tamanho normal.

Onde quer que o Munchkin apareça, o visual baixinho causa reação, seja de surpresa, admiração ou espanto. Muitas questões já foram levantadas por causa das pernas curtas, com base na idéia de que poderiam ser uma deformidade e, por isso, restringir a capacidade de sobrevivência na natureza. Nesse caso, o Munchkin seria prejudicado nas habilidades dos felinos para a caça, como correr com rapidez, subir em árvores, pular e na agilidade típica dos gatos para disputas e fugas. Além desses aspectos, outros são colocados em debate. A criadora americana Sue Servies, por exemplo, em entrevista à revista The Tampa Tribune, argumentou sobre a possibilidade do Munchkin não conseguir coçar direito todo o corpo para se aliviar das pulgas e de outros parasitas, e de a barriga raspar no chão durante a gravidez, prejudicando os filhotes e a movimentação da mãe. A veterinária americana Deborah Edwards, que cuida dos gatos do Hospital Largo, nos EUA, questiona, no mesmo artigo, sobre uma possível propensão a fraturas, devidos às pernas curtas não estarem aptas a amortecer o impacto das quedas. A juíza katherine Crawford, da The International Cat Association (TICA), em Harlingen, no Texas, também participa do artigo, lembrando os casos das raças caninas de pernas curtas, propensas a apresentarem problemas de coluna, como o Dachshund e o Basset-Hound. “O que os criadores vão fazer quando esses gatos começarem a apresentar artrite, reumatismo grave e problemas nos nervos?”, especula.

ESTUDOS

Esse gato é raro mundialmente, inclusive em seu país de origem, os Estados Unidos. E, coincidentemente, todos os questionamentos apontados foram feitos por pessoas que não conheciam o Munchkin de perto. É compreensível, porque nesses tempos de proteção aos animais, aqueles que os amam se preocupam com o surgimento de raças problemáticas. As próprias pessoas que hoje conhecem bem a raça, já tiveram essas mesmas dúvidas ao terem um primeiro contato com ela.

A geneticista e juíza de todas as raças de gato, Solveig Plueger, que preside o Comitê de Genética da Tica e trabalha na Universidade de Medicina de Tufts, nos EUA, estuda os Munchkins há 6 anos. Em entrevista a Cães & Cia, disse que radiografou os ossos e as juntas de mais de 50 deles, entre filhotes e adultos, alguns com mais de 10 anos, e não constatou problemas de coluna em nenhum deles. “Males de coluna são raros em gatos, porque a espinha deles é mais flexível, diferente da dos cães”, explica. Ela comenta também que como o Munchkin não tem propensão a engordar, a probabilidade de o peso corporal levar a esses problemas é pequena. Solveig em seu trabalho tem concentrado os esforços para desvendar qual é o gene responsável pelas patas curtas. E, até o momento, não apurou qualquer ligação dele com os aspectos de saúde. Sabe-se que o gene é dominante, ou seja, basta que apenas o pai ou a mãe tenha as pernas curtas para passá-las aos descendentes, e que se trata de uma mutação e não de um defeito genético.

Os criadores também tem contribuído com uma série de observações do dia-a-dia, obtidas no contato constante com a raça. São unânimes em afirmar que o Munchkin faz, de uma maneira geral, tudo o que as outras raças fazem. Caça ratos, sobe em árvores com a mesma desenvoltura, corre com tanta rapidez quanto qualquer gato de pernas compridas e coça bem todo o corpo, uma vez que essa atividade depende da flexibilidade da coluna e não só do comprimentos das pernas. Os seus saltos chegam a aproximadamente 70 cm – cerca de metade da altura dos pulos da maioria dos outros gatos. Quanto às grávidas, nunca foi constatado que as suas barrigas tocam o chão.

A americana Terri Harris falou à revista Tampa Bay Pets, que em um estudo realizado com cerca de 250 ninhadas com 14 anos ou mais de idade, não foram encontradas evidências de fraturas, artrite ou outras deformidades. “Os mais velhos tendem a ser tão ativos quanto os jovens”, comenta.

Para reforçar o argumento de que o Munchkin consegue sobreviver bem na natureza, são mencionadas três colônias de gatos da raça, vivendo completamente livres, nos EUA. Uma nos subúrbios de Nova York, outra nos campos de Louisiana e a última num parque nacional da Carolina do Norte. Todas sobrevivem caçando, brigando, sem depender de ninguém.

ACASO

Embora gatos de pernas curtas tenham sido documentados na década de 30 na Inglaterra e na década de 50 na União Soviética, o registro deles desapareceu por completo após a II Grande Guerra. A história do Munchkin atual só começou mesmo há 13 anos, em Louisiana, nos EUA, quando a professora de música Sandra Hochenedel viu duas gatas se esconderem debaixo de um caminhão para fugir dos ataques de um Pitt Bull. Com pena, as levou para casa, em Monroe, Louisiana. Alimentou-as e as deixou na garagem. As duas estavam grávidas e tinham pernas muito curtas. Batizou a preta de Blackberry e a cinza de Blueberry para Kay La France, mãe de uma de suas alunas de piano, que também morava em Moroe. Kay deixou Blueberry em uma região de plantações em Louisiana, onde tinha um negócio, e assim a gata e seus descendentes, vivendo livres, acabaram formando uma colônia de “pernas curtas”, hoje uma das provas da capacidade de a raça sobreviver a natureza.

Em 1990, Sandra e Kay resolveram doar quatro Munchkins a Solveig, que pela sua condição de geneticista e membro do Comitê de Genética da Tica poderia estudá-los e saber a viabilidade da raça com relação aos problemas das pernas curtas. A estudiosa comenta que, no começo, pensou também ser o Munchkin “limitado fisicamente”, mas após aprofundar-se ficou tão convencida da sua boa performance que se tornou uma admiradora e resolveu criá-lo.

PARA SEMPRE

Solveig decidiu trabalhar para reconhecimento oficial da raça. Junto a outros donos de Munchkins, começou a divulgá-la. Apareciam com os gatos em exposições por várias cidades dos Estados Unidos, davam entrevistas a jornais e revistas e os levavam as programas de televisão. Queriam acostumar os olhos das pessoas, especialmente os dos juízes, àquela aparência exótica e ao mesmo tempo convencê-los, por meio da divulgação dos estudos, de que se tratava de um gato saudável.

Em 1992, tentaram o reconhecimento oficial da nova raça pela Tica. Mesmo Solveig sendo diretora, não tiveram êxito naquela primeira tentativa. Convencer de que era um gato diferente e que, portanto, poderia constituir uma nova raça foi fácil. Afinal, não existe nenhuma com pernas assim. Mas, provar que era saudável, ficou difícil. A aparência do Munchkin preocupava as pessoas. Os estudos sobre a sua saúde na época eram escassos e ainda não havia provas de sua auto-suficiência para sobreviver.

Um ano depois, Solveig se aliou a Laurie Bobskill, juíza de gatos, que hoje preside a The International Munchkin Society, para escrever um padrão para a raça. Analisaram cinquenta exemplares de vários donos e escolheram trinta que tinham características mais homogêneas. Levaram três meses para redigi-lo, baseadas nos pontos em comum de trinta gatos – cabeça triangular, olhos grandes e amendoados, nariz de comprimento médio, corpo intermediário, ou seja, nem muito esguio como o Siamês, nem pesado como o Persa. Não fizeram restrição à cor de olhos nem de pelagem, que pode ser tanto comprida quanto curta.

Então procuraram a entidade novamente, mais documentadas. Apresentaram análises feitas com 50 exemplares, chapas de raio-x , documentação das colônias que viviam livres nos EUA e levaram Munchkins idosos que se movimentavam agilmente. A diretoria e a presidência da Tica resolveram aceitar o gato na categoria New Breeds and Colors (NBC): “Novas Raças e Cores”. Trata-se de uma classe inicial para raças e cores inéditas.

O próximo passo para a raça será conseguir a oficialização definitiva. Para tanto é preciso preencher as exigências da entidade: 5 criadores, 50 gatos, 4 gerações e dez exemplares exibidos em dez exposições diferentes, no ano anterior ao pedido de reconhecimento com raça. Na próxima reunião anual da Tica, em setembro de 97, Solveig, que preside o Comitê de Genética da entidade, diz que já será solicitado o reconhecimento definitivo do Munchkin. A criadora Terri acredita que mesmo a um passo do reconhecimento, o plantel americano desse gato ainda não está totalmente bom, pois possui algumas características indesejáveis à raça. “Há exemplares com problemas de formato de cabeça e pernas curvadas para o lado de fora”, exemplifica.

Os entusiastas do Munchkin ainda não solicitaram o reconhecimento da raça nas outras entidades de gatos americanos. Na Europa, ele também ainda não é reconhecido como raça. A presidente da Federação Felina Européia (Fife), na Suécia, Alva Uddin, falou a Cães & Cia que a entidade não o fez simplesmente “porque não existem muitos Munchkins na Europa”. A Fife pede 20 exemplares e 5 gerações do gato para sua oficialização – coisa amplificada para um gato tão raro por lá.

Para se obter mais Munchkins, segundo orientam os criadores, pode-se cruzá-los com outros Munchkins ou com gatos sem raça definida, mas que tenham características semelhantes às descritas no padrão, para não descaracterizá-los. Os criadores nos EUA têm o hábito de utilizar nos acasalamentos descendentes, mas com as características desejadas para o Munchkin.

EM ALTA

Um gato assim tão exótico e ao mesmo tempo raro (estimativas indicam haver apenas cerca de 300 exemplares nos EUA e pouquíssimos fora do país) só pode despertar interesse. Os criadores americanos dizem não conseguir atender os pedidos. Terri, por exemplo, tem uma lista de espera de 43 pessoas de vários países, até do Japão. Tanta procura o faz ser vendido por um preço alto, de 1.200 a 1.500 dólares. Como bem lembrou Laurie, “as pessoas gostam de pagar pelo incomum, algo que pode fazê-las também especiais.”

E se o Munchkin chama a atenção à primeira vista com seu visual exótico, quem tem contato com ele fica ainda mais encantado. Seu temperamento é dócil, alegre, brincalhão e sociável. Convive bem com outros gatos, cães e estranhos. Não é nem muito ativo nem parado. Gosta de dar suas cochiladas, mas não dispensa uma boa brincadeira.

É uma figurinha engraçada. Quando anda, sacoleja muito o traseiro, como se estivesse rebolando e quando quer espiar algo com mais alcance, senta nas patas traseiras e levanta as dianteiras, como fazem os coelhos. As pernas curtas se tornam até uma vantagem em alguns momentos. Para os donos, o bom é que o Munchkin não consegue, como outros gatos de pernas compridas, pular em cima das mesas e do fogão para roubar comida. O Munchkin, por sua vez, tem uma maior facilidade para passar em locais baixos e em vãos pequenos.

Outra característica do Munchkin é que adora esconder as coisas para depois pegá-las para brincar. Solveig conta que sumiu um colar dela e depois o relógio de pulso da filha. “Sigrid começou a acusar o irmão de estar fazendo aquela traquinagem”, conta. A criadora passou dias procurando em vão os objetos perdidos. “Acabei achando. Estavam escondidos debaixo da cama da minha filha: o local preferido dos meus Munchkins.”

Sigrid foi quem batizou o Munchkin com esse nome. O significado é “algo pequenino e bonitinho” e é também o nome de uma “doughnut” – aquela rosquinha de massa frita que já existe em algumas lanchonetes brasileiras e é muito apreciada nos Estados Unidos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Maine Coon

9 de dezembro de 2010

Não é novidade, mas vale ressaltar: ele é um dos poucos gatos domésticos gigantes. Os machos não castrados geralmente pesam de 7 a 12 quilos, mas às vezes ultrapassam os 13. Para efeitos comparativos, os varões da raça Persa ficam na faixa dos 4 a 7 quilos. Em gigantismo, o Maine Coon também vem se estabelecendo como um dos gatos mais populares da criação organizada. Reconhecido oficialmente por todos os órgãos de peso da gatofilia mundial, está entre as dez raças mais registradas na Grã-Bretanha e França.

Nos Estados Unidos, seu país de origem, aparece no topo do ranking de nascimentos nas duas maiores entidades do segmento: a Cat Fanciers’ Association (CFA) e a The International Cat Association (Tica). Na primeira, ocupa a 2ª colocação, com 4.385 filhotes nascidos e contabilizados em 2003. Na segunda, nesse mesmo ano, fica em 3º lugar, com 2 mil exemplares.

No Brasil, as associações felinas não divulgam seus registros de forma sistemática, o que impede que se verifique a situação real da raça. E, embora sua consagração não chegue perto da alcançada nas gatofilias mais avançadas, não há dúvida que ela vem ganhando espaço. Introduzido no nosso país em 1994 pelo casal de criadores Martha da Rosa Zenker e Natanael Lopes, de Monte Negro, RS, o Maine Coon permaneceu entre os gatos raros em solo nacional por vários anos. Em 1998, só havia notícia de seis criadores na ativa.

Hoje são pelo menos cerca de 20. “Cada vez se vêem mais exemplares em exposições e mais pessoas familiarizadas com a raça”, comenta o criador Leandro Alves, do Gatil Osiris, de Porto Alegre.

ORIGEM

Considerado uma das mais antigas raças felinas norte-americanas, o Maine Coon, como o nome sugere, desenvolveu-se no Estado do Maine. O termo coon vem do inglês racoon (guaxinim).

Motivo: esse mamífero silvestre apresenta o mesmo tipo de cauda – longa e com pelos esvoaçantes – do Maine Coon, assim como ostenta coloração listrada marrom e preta, a mais comum dessa raça felina. Tal semelhança chegou a gerar a crença , biologicamente inviável, de que o Maine Coon descenderia diretamente do acasalamento de gatos domésticos e semi-selvagens com guaxinins. No campo do possível, a teoria mais aceita sobre sua origem defende que a raça se formou a partir da mistura de gatos de pêlo curto sem raça definida que viviam no Maine com gatos domésticos de pêlo longo levados à região por estrangeiros. A primeira menção à raça na bibliografia especializada data de 1861.

E já nas primeiras exposições de Boston e Nova Iorque, realizadas no fim do século 19, os Maine Coons eram competidores freqüentes. Na CFA, fundada em 1908, exemplares da raça aparecem no primeiro livro de registros da entidade. O fato é que o Maine Coon foi prestigiado e bastante popular no início da gatofilia. Mas, a partir do início do século 20, perdeu terreno para o Persa. Foi deixado de lado de tal forma que nos anos 50 praticamente desapareceu da criação organizada.

A raça só retomou o fôlego a partir dessa fase, quando alguns criadores se empenharam em reavivá-la. Fundaram clubes especializados, promoveram exposições e, pouco a pouco, conseguiram reintroduzir o Maine Coon na gatofilia. Em 1976, a CFA passou a aceitá-lo na classe campeonato, a mais avançada no processo de reconhecimento racial. Daí em diante, foi galgando novamente os degraus da popularidade até chegar ao estágio atual de grande sucesso.

Embora o maior diferencial físico da raça seja o tamanho avantajado, a farta pelagem semilonga também chama a atenção. Além da juba e da cauda franjada, o tufo de pêlos na ponta das orelhas, lembrando um Lince, é uma de suas marcas registradas. E apesar do visual superpeludo os criadores asseguram: é fácil manter esse gato bonito e sem nós. “Uma escovação por semana é o bastante”, afirma a criadora Zillah Ayala, do gatil Curumin, de Porto Alegre. Além disso, o Maine Coon existe em diversas colorações.

A mais conhecida é a chamada brown tabby (listrado de marrom com preto), mas há muitas outras. “Os exemplares inteiramente pretos ou brancos estão entre os mais raros e são lindos nessas cores”, comenta a criadora norte-americana Rebecca Carrion, da Virgínia.

Bastante participativos, os Maine Coons são de seguir as pessoas pela casa e gostam de observá-las em seus afazeres. “Se estou no computador, todos eles ficam ao meu lado me vendo trabalhar”, ilustra a presidente do Maine Coon Breeders & Fanciers Association, Lynne Sherer, do Tennessee, EUA. Ainda que optem por perambular atrás dos donos e apreciem brincadeiras em geral, fazem mais o estilo pacato que ativo. Também não miam demais. “Gostam de ‘conversar’ com os donos e possuem diferentes tipos de miados, mas não são miadores compulsivos como Siameses e Bengals”, avalia Lynne. Quanto à sociabilidade, embora haja relatos de exemplares machos não castrados vivendo bem, são comuns os conflitos. “O melhor é só manter dois machos no mesmo recinto caso tenham crescido juntos”, aconselha. O mesmo vale para a relação com cães e outros animais, como aves e roedores.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

La Perm

8 de dezembro de 2010

O visual exótico deste gato não é o único atrativo. O temperamento também o torna especial.

A pelagem cacheada, com espirais lembrando um saca-rolhas, é a marca registrada do LaPerm, em sua versão mais comum, a de pêlo longo. Com um comportamento bastante in-terativo, é um gato para quem gosta de animais parti-cipativos dos costumes da casa. Sua personalidade marcante faz com que ele desenvolva uma forte ligação afetiva com os donos e esteja sempre pronto para brincadeiras, até mesmo com estranhos.

O filhote pode nascer com ou sem pêlos e estes podem vir lisos – encrespam-se com o tempo – ou crespos. Quando nasce careca, começa a ganhar pêlos entre a quinta e a oitava semana de vida. Logo que abre os olhos, às vezes até antes, já busca a atenção humana. Conforme cresce, torna-se ativo, desejando sempre estar em contato com o mundo que o cerca. Faz de tudo para ser notado e, se malsucedido, dá meia volta e tenta o divertimento de alguma outra forma, sem rancor algum.

Entre os raros gatos de pelagem crespa, o LaPerm tem características bem singulares (veja quadro Outros de Pelagem Crespa). Dizem os criadores que a pelagem, em cada exemplar, possui as suas diferenciações. Isso vale também para os gatos de pêlo curto, apesar de serem mais semelhantes entre si.

Em todos, a textura do pêlo é bastante suave. É a única raça cuja variedade de pêlo longo (na verdade o comprimento da pelagem é semilongo) possui espirais ou cachos, formando argolinhas apertadas – mais fechadas na região da barriga e na base das orelhas.

Já na variedade de pêlo curto, os cabelos são ondulados sobre os ombros e nas laterais inferiores e, como na de pêlo longo, tem sobrancelhas crespas e compridos bigodes encaracolados, características exclusivas da raça. Machos e fêmeas têm uma gola natural ao redor do pescoço na maturidade.

Nas duas variedades, comprimento e abundância da pelagem podem variar conforme a estação do ano e a maturidade do gato. Em ambas, porém mais visível nos LaPerm de pêlo curto, pode-se notar uma linha divisória no dorso que reparte a pelagem ao meio.

Uma curiosidade é que parte dos LaPerms fica careca pelo menos uma vez na vida, em geral no primeiro ano. Alguns até mais de uma vez. O LaPerm pode nascer pelado ou perder todo o pêlo. Em oito semanas, a pelagem volta a crescer mais crespa e cacheada do que antes.

“Algumas de minhas fêmeas perderam todos os pêlos antes do primeiro parto”, diz Andy Lawrence. Os filhotes nascem pequenos e compridos e quando adultos ficam com um tamanho entre pequeno e médio.

Os machos pesam de 3,5 quilos a 4,9 quilos e as fêmeas de 2,2 quilos a 3,6 quilos. O baixo custo de manutenção do LaPerm é destacado pelos criadores. Mesmo nos exemplares de pêlo longo, o trato da pelagem é reduzido – por não possuir subpêlo, não embaraça muito.

Você facilmente encontra a pele do gato ao enfiar os dedos por entre os cachos. Por causa da textura sedosa, a pelagem seca rápido e encaracola.

Para deixar os cachos ainda mais vistosos, nebulizam-se os pêlos com água após secá-los com uma toalha. A perda de pêlo é quase insignificante a ponto, segundo os criadores, de quase não ser percebida no ambiente doméstico. É claro que essa regra perde a validade no período em que o LaPerm fica careca…

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Himalaio

7 de dezembro de 2010

Ser o único Persa com uma pitada de Siamês dá ao Himalaio alguns destaques.

O Himalaio é um Persa especial. Não só por reunir os detalhes mais sedutores da raça à sofisticação do colorido em dégradé do Siamês, mas também por ser o única variedade não percebida como tal por muita gente – apesar de ter a cara e o corpo do Persa e de se reproduzir sem perder essa tipicidade. A questão é que a pitada de sangue Siamês que carrega acabou por causar rebuliço na criação, com reflexos presentes até hoje.

“Muita gente associa a denominação Himalaio a um gato fofo e bonito, mas desconhece que se trata de uma variedade de cor do Persa como as outras”, comenta a criadora de Persas Alecssandra Navarro Polillo, do Gatil Naianson, de Guarulhos, São Paulo. Ela e mais 11 criadores de Persa, entre os 15 de gatis brasileiros ouvidos nesta reportagem, são unânimes em afirmar que perdem procura se não esclarecerem na divulgação de seus Persas que têm Himalaios a oferecer (veja Gatis e estratégias de comunicação).

É só conferir nos classificados da Cães & Cia. Setenta por cento dos 30 anúncios veiculados nas edições 272 a 274 por criadores de Persa que trabalham também com a variedade ponteada destacam ter Himalaios, mas dificilmente citam as demais cores disponíveis. Reflexo desse fenômeno, a seção Cotações da Cães & Cia sempre informou os valores do Persa e do Himalaio em separado.

Desafio de comunicação semelhante ao dos criadores brasileiros é vivido na maior gatofilia do planeta, a dos Estados Unidos. “Muitos norte-americanos desconhecem que o Himalaio é um Persa e, por isso, precisamos dar destaque a ambos quando divulgamos a criação”, comenta Karen Swan, do gatil Ahmischi, de Nova York, especializado em Persas.

A confusão começou nos Estados Unidos, em 1957, quando um Persa com coloração de Siamês, ou seja, com a marcação ponteada responsável pelo requintado clareamento da cor a partir das extremidades e pelos lindos olhos azuis, foi apresentado para registro à Cat Fanciers’ Association (CFA) pela criadora norte-americana Margherita.

Em 1979, antecipando-se a um movimento nos Estados Unidos de crescente revisão da separação racial, a The International Cat Association (Tica), atual segunda maior entidade gatófila norte-americana, foi fundada e chegou com uma novidade: a classificação do Himalaio como Persa e, ao mesmo tempo, como raça diferente.

Não foi magia. Na verdade, a Tica agrupou de maneira engenhosa a raça Himalaia com outras duas – Persa e Exótico (Persa de pêlos curtos) – no então recém-criado, por ela mesma, grupo Persa.

As três raças tinham padrões diferentes, mas o acasalamento entre elas era livre.

“Com essa saída diplomática reconhecemos, na prática, o gato Himalaio como Persa”, comenta a diretora genética da Tica, Solveig Pflueger. “Em maio de 2001 demos mais um passo e unificamos os três padrões.”

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

German Rex

6 de dezembro de 2010

No ano de 1946, a Segunda Guerra Mundial ainda exibia suas marcas por todos os países envolvidos no conflito. Apesar de todo o sofrimento, lentamente a vida ia retomando seu curso. Neste ano, na recém-criada Berlim Oriental, surgiu uma gata preta, diferente da maioria dos gatos conhecidos até então, por ter o pêlo encaracolado em algumas partes do corpo. Obra do acaso; não despertou interesse nenhum nos criadores, na época mais preocupados na reconstrução de suas próprias vidas.

Mas cerca de quatro anos mais tarde, alguns alemães se interessaram por este exemplar e por alguns de seus filhotes também encaracolados, passando a realizar pesquisas com relação ao seu tipo físico e cruzamentos programados. Depois de alguns anos, o número de bichanos encaracolados já tinha crescido bastante. Assim surgiu a raça German Rex – no Brasil reconhecida pelo nome de Rex Alemão – o primeiro exemplar de que se tem conhecimento chamava-se Kallibunker. Este patriarca alemão merece destaque na medida em que foi, através de seus descendentes, o grande responsável pela difusão e desenvolvimento da raça Rex nos EUA, a partir dos anos 60.

Hoje o German Rex já é reconhecido pelas grandes federações de gatos do mundo como a Cat Fanciers Association, a Governing Council, a World Cat Federation e a Federação Internacional Felina. Outras duas raças, Devon Rex e Cornish Rex apresentam pelagem encaracolada. Mas somente o Cornish possui as mesmas características genéticas do German, não ocasionando qualquer problema o cruzamento entre ambos, a não ser pelo tipo físico, ligeiramente diferente. Já o Devon Rex – raça surgida na cidade inglesa de Devon em 1960 – tem outra linha genética e quando cruzado com o German ou o Cornish produz fihotes de pelagem lisa, totalmente fora do padrão.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Exótico

5 de dezembro de 2010

No maior clube da maior cinofilia do mundo, o Exótico chega a terceiro lugar no ranking dos mais registrados, deixando cada vez mais para trás raças tradicionalíssima.

Veja só a proeza do Exótico. Em 2001, ele avançou de quarto lugar para terceiro em registros na principal associação de criação de felinos do mundo, a Cat Fanciers’ Association (CFA), dos Estados Unidos. Desbancou o Siamês, que estava entre os três primeiros lugares há décadas, e agora só tem pela frente o Maine Coon e o líder Persa.

Com essa escalada acumulando sucessos desde o reconhecimento inicial há 36 anos, não há como não se render à evidência da força do kit Exótico, fórmula que acrescenta ao charme do popular Persa uma pelagem mais curta e única no universo felino, de textura toda fofa e macia como a de um urso de pelúcia e fácil de manter.

Como se não bastasse, a criação do Exótico atrai criadores de Persa para uma interessante dobradinha. As duas raças são tratadas com se fossem uma única, apenas com a diferença do comprimento da pelagem, gerando filhotes especialmente bem- vindos na hora das vendas. Fica mais fácil não sobrar gatinho encalhado quando na ninhada há exemplares de dois tipos.

Os de pêlos longos para atender compradores em busca de exuberância e sofisticação e os de pêlos menos longos para quem opta por praticidade e beleza. “Hoje em dia, quando as pessoas mal têm tempo para cuidar de si próprias, o Exótico atrai uma clientela crescente”, observa o criador de Exóticos e Persas Miguel Di Camillo Junior, do Gatil Korban, de Leme, SP, e diretor da CFA no Brasil.

Ele é um dos tantos brasileiros que embarcaram na onda da dobradinha. Mas há também quem jogue todas as fichas no Exótico.

“É o gato do futuro por reunir docilidade extrema com interatividade, beleza e praticidade”, aposta a criadora só de Exóticos, Arlete Costa de Castilho, do gatil Liebe Katze, de Porto Alegre. “Além disso, mantê-lo bonito é uma tranqüilidade: seu pêlo não embola, não forma nós e não gruda em tudo quanto é lugar.”

Dá para avaliar o sucesso do Exótico na criação nacional pelos dados do Clube Gaúcho do Gato, filiado à Tica. “No ano de 2001, o Exótico atingiu a terceira colocação em número de registros em nosso clube, superado apenas pelo Persa e o Himalaia”, comenta a diretora da entidade, Úrsula Franke. “Observamos um constante crescimento da raça nos últimos anos em quantidade e qualidade”, acrescenta.

Mesmo assim, muita gente ainda desconhece o Exótico, embora perceba nele traços familiares.

“Por que você tosou o seu Persa?” é uma pergunta freqüente que Marisa Paes, esteticista e criadora de Exóticos e Persas, de São Paulo, ouve dos não iniciados ao se depararem pela primeira vez com esse gato. “Aí temos que explicar que o pêlo menor e cheinho não é proveniente de tosa”, conta.

Na Europa, a posição do Exótico é mais modesta. Na Grã-Bretanha, por exemplo, ele é a 11a raça do ranking.

“Nos próximos anos a situação deve melhorar, pois o Exótico se encontra em franco crescimento em nosso país já que há cinco anos não estava nem na 20a posição”, informa Carole.

“O reconhecimento definitivo do Exótico na Grã-Bretanha somente ocorreu em 1995 quando ele passou a obter o título de Campeão nas exposições.”

A pelagem do Exótico, menos longa que a do Persa, torna mais difícil impressionar os árbitros na hora dos julgamentos. Mesmo considerando a excelente qualidade da raça nos Estados Unidos e sabendo-se que exemplares ganham de Persas em exposições da Cat Fanciers’ Association (as maiores dos Estados Unidos), no ranking de 2000/2001 há 11 Persas e nenhum Exótico entre os 25 melhores gatos adultos.

Já no Brasil, o título de gato mais premiado de 2001 foi dado por um clube (CFA) a um Exótico e por outros cinco (CGG, UFO, CBG, Felis Catus e WCF), a Persas.

Um mérito e tanto para a raça de pêlo curto!

“A pelagem mais longa do Persa, quando bem arrumada, é mais vistosa que a do Exótico que, por ter ‘roupagem’ mais simples, é apelidado de Persa de pijama”, comenta Arlete.

“Nos julgamentos, os pêlos longos oferecem ainda o benefício de esconderem pequenas imperfeições.”

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Related Posts with Thumbnails